Desafios e Oportunidades

  • Mudança Climática

    O desmatamento é a segunda maior causa - após a queima de combustíveis fósseis - pela emissão de dióxido de carbono que acarreta o aquecimento global. As florestas captam dióxido de carbono da atmosfera e o transformam em biomassa, como as raízes, os troncos e as folhas. Toda vez que florestas são queimadas ou cortadas, o carbono armazenado nelas é liberado. As ações necessárias para pôr fim ao desmatamento e reduzir os efeitos das mudanças climáticas são de grande escala e exigem uma articulação entre as esferas política, econômica e científica. A conservação e a restauração da Mata Atlântica reduzem os impactos da mudança climática e beneficiam comunidades humanas, assim como plantas e animais.

  • Escassez e Poluição da Água

    Florestas saudáveis agem como esponjas gigantes que sugam a água das chuvas e as liberam, gradativamente, nos rios. Elas também protegem os cursos d’água e mantêm sua qualidade ao reduzir sedimentos e filtrar poluentes. A perda da floresta contribui para a erosão, a diminuição da qualidade da água e as mudanças nos fluxos hídricos. Atualmente, a escassez de água atinge mais de 40% da população mundial (Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, 2001). Milhões de brasileiros que vivem em metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, dependem da saúde das bacias hidrográficas para proteger os seus recursos hídricos. Comitês de grandes bacias- hidrográficas na Mata Atlântica começaram a coletar uma taxa pelo uso da água e a usar parte destes fundos para a conservação e a restauração dessas respectivas bacias.

  • Proteção de Áreas Públicas

    Menos de 2% da área original da Mata Atlântica está protegida em unidades de conservação de proteção integral: parques nacionais, reservas biológicas e estações ecológicas. Esta área é insuficiente para assegurar a viabilidade ecológica de muitas espécies. Ações urgentes são necessárias para evitar a extinção de espécies. É importante trabalhar junto com os governos para estimular a criação de novas Unidades de Conservação (UCs) e implementar estratégias de gestão a fim de assegurar a conservação e a sustentabilidade destas áreas a longo prazo.

  • Proteção de Reservas Privadas

    A maior parte da Mata Atlântica está nas mãos de proprietários privados. A criação de incentivos financeiros a proprietários de terra e organizações conservacionistas para a criação de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma ação fundamental. Proprietários de terras podem voluntariamente proteger suas áreas de florestas de forma legal em perpetuidade e receber isenção fiscal por isso.

  • Desenvolvimento Sustentável

    Comunidades rurais e tradicionais têm um importante papel na conservação e restauração das florestas. O emprego de métodos de produção sustentável em torno das unidades de conservação proporciona alternativas de renda sustentável para as populações locais e protege as florestas a longo prazo. A produção de artesanato, sementes, plantas medicinais, chás como erva-mate e outros produtos florestais não-madeireiros está crescendo rapidamente.