Ações

Dentre outras, as ações do Pacto serão delineadas de acordo com as seguintes prioridades:

 - Geração, sistematização e difusão de conhecimentos sobre restauração florestal;

 - Divulgação de experiências de restauração na Mata Atlântica, considerando seus aspectos técnicos,

   socioeconômicos e operacionais;

 - Captação e mobilização de recursos para apoio a ações e projetos de restauração florestal;

 - Contribuição para formulação e implementação de políticas públicas que contribuam para a

    restauração florestal na Mata Atlântica;

 - Monitoramento dos projetos de restauração e avaliação de seus resultados;

 - Valoração dos serviços ambientais ou ecossistêmicos oferecidos para a sociedade pelas áreas

   remanescentes e em restauração, reforçando sua importância para a qualidade de vida e os meios de

   produção, aproveitando oportunidades nos mercados de carbono e água;

 - Geração e ampliação das oportunidades de trabalho e renda na cadeia produtiva da restauração

   florestal em regiões de domínio da Mata Atlântica;

 - Integração dos atuais esforços e estabelecimento de parcerias estratégicas para a cooperação entre

   signatários do Pacto visando a adequação ambiental de propriedades rurais ao Código Florestal;

 - Desenvolvimento e disseminação contínua de tecnologias e conhecimentos visando ampliar a escala

  das ações de restauração, otimizar e promover a melhoria da qualidade de seus resultados, e contribuir

  para a diminuição dos custos de restauração florestal;

 - Promover e incentivar a realização de oportunidades de capacitação e qualificação dos diferentes

   atores envolvidos em ações e projetos de restauração florestal

 

Campanha de alavancagem de projetos de

restauração da Mata Atlântica

O Pacto pela restauração da Mata Atlântica (PACTO) é um movimento que tem como meta restaurar 15 milhões de hectares até o ano de 2050, por meio da coordenação e integração de esforços e ações de seus mais de 260 membros, com o objetivo de estabelecer paisagens sustentáveis e economicamente viáveis.

Como parte das estratégias estabelecidas pelo movimento em fomentar ações práticas de restauração florestal nos 17 Estados compreendidos na área de abrangência da Floresta Atlântica brasileira, o Pacto está iniciando uma grande iniciativa de fomentar o plantio de 2 milhões de espécies nativas em áreas degradadas de Floresta Atlântica. Essa iniciativa é patrocinada pelo ECOSIA, empresa de busca online baseada na Alemanha que funciona dentro dos conceitos e premissas de “negócios sustentáveis”, que financia ações conservacionistas nos hotspots de biodiversidade globais.

O principal objetivo dessa Companhia é contribuir com a cadeia produtiva da restauração apoiando projetos executivos de plantio com potencial de ganho de escala, e que incluam pessoas dentro de possíveis oportunidades socioeconômicas. A duração dessa iniciativa está prevista para um ano. Essa é a primeira iniciativa do PACTO como fomentador de oportunidades dentro do escopo de ações de projetos de Restauração Florestal.

Como funciona?

 

Para saber mais informações e aderir à campanha, acesse o :

 Regulamento da Campanha

Projetos de restauração realizados por membros e parceiros

Essa galeria apresenta projetos de restauração desenvolvidos pelos membros e parceiros do Pacto. Todos os membros signatários podem contribuir com fotos, vídeos e descrições dos projetos já realizados ou em realização.

Para participar, basta enviar o material para: secretariaexecutiva@pactomataatlantica.org.br junto com a identificação do nome da instituição, empresa ou agente governamental responsável pela execução do projeto. Quanto mais material e descrições detalhadas do projeto, melhor!

Participem e ajudem a divulgar experiências de sucesso em restauração.

 

A. A. Copaíba

A Associação Ambientalista Copaíba é uma organização privada sem fins lucrativos, que atua em aproximadamente 20 municípios do Sul de Minas Gerais e Leste Paulista. Nossa missão é Conservar e Restaurar a Mata Atlântica das bacias do rio do Peixe e Camanducaia. 

Há 16 anos, a Copaíba atua na produção de mudas de árvores de espécies nativas, restauração florestal, sensibilização ambiental e políticas públicas. 

Ao longo desses anos, a Copaíba tem contribuído para a melhoria da qualidade e quantidade de água da região, do abastecimento dos reservatórios naturais e da infiltração de água no solo, através de seus projetos e programas de restauração florestal. 

Até hoje somam-se 460 mil mudas plantadas em mais de 3.000.000m² de áreas que estão em processo de restauração. Essas áreas estão distribuídas no entorno de 210 nascentes e cursos d’água afluentes do rio do Peixe e Camanducaia.​

Além da restauração florestal executada e apoiada pela Copaíba, o Viveiro Florestal da instituição produz e fornece mudas para toda a região. Até hoje foram produzidas mais de 1.400.000 mudas de árvores de espécies nativas da Mata Atlântica que abastecem tanto os projetos institucionais quanto de terceiros.

Foto: Pitauá - 2001, antes da restauração.

Foto: Pitauá - 2013, depois da restauração.

Bioflora

Em 2015, a empresa conseguiu financiamento da FAPESP por meio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) para criar e comparar metodologias de restauração, avaliando sua eficácia a partir dos custos de operação e do potencial de regeneração de áreas florestais. 

 

A empresa Bioflora orienta, elabora e executa projetos de recomposição de áreas degradadas e alteradas (PRADA), realiza cursos de capacitação em todo o Brasil e alguns países no exterior, faz o cadastro ambiental rural (CAR) de propriedades rurais, entre outros serviços ligados a restauração ecológica.  O viveiro da Bioflora é hoje um dos maiores do estado de São Paulo com capacidade  de produção de 4 milhões de mudas de 200 espécies nativas por ano.

 
 

Fibria

A Fibria Celulose possui como uma de suas metas de longo prazo restaurar 40 mil hectares em áreas protegidas dos cinco estados onde atua (ES, MG, BA, SP e MS), incluindo os biomas Mata Atlântica e Cerrado, até 2025. Até 2015, a empresa já iniciou a recomposição de 19 mil ha de suas áreas protegidas, por meio de técnicas que incluem o plantio de mudas de espécies nativas, o plantio consorciado de nativas com eucalipto, a condução da regeneração natural e o controle de espécies exóticas e invasoras.

Dentre os benefícios da restauração está o aumento da biodiversidade regional, a geração de inúmeros serviços ambientais, e a estruturação regional da cadeia de fornecimento de sementes e mudas, com a geração de cerca de 500 empregos diretos, que alcança comunidades de sua região de atuação.

A empresa é signatária do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e conta com o apoio do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF) e o Laboratório de Silvicultura Tropical (LASTROP), ambos da ESALQ/USP, do Laboratório de Restauração Florestal (LARF/UFV) e da ONG The Nature Conservancy (TNC), com a qual desde 2014 assinou um termo de cooperação para a realização do monitoramento de suas áreas em processo de restauração, com base no Protocolo de Monitoramento do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica.

A empresa financiou parte de seu programa de restauração por meio da linha de financiamento BNDES Florestal no valor de 168 milhões de reais, destinada à recuperação de 21.000 ha de Mata Atlântica na Bahia, no Espírito Santo e em Minas Gerais.

 

SOS Mata Atlântica

Clickarvore

No Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin, foram produzidas 4 milhões de mudas nativas, apoiou 30 projetos de pesquisa e conta com um programa de educação ambiental e visitações, por onde já passaram mais de 33.000 visitantes.”

Maiores informações em - www.sosma.org.br

 

 

 

Há 15 anos, a Fundação SOS Mata Atlântica contribui para restauração florestal da Mata Atlântica, através de seus programas Clickarvore e Florestas do Futuro. São 2.500 projetos, 35 milhões de mudas plantadas, onde somadas, cobrem uma área de 20 mil hectares.

 

 

 

 

 

 

Verdesa

Gerenciamento técnico e financeiro de projetos de restauração florestal

A Verdesa tem trabalhado desde 2010 no gerenciamento técnico e financeiro de projetos de restauração florestal. Neste período foram plantadas mais de meio milhão de arvores nativas em cerca de 320 ha de floresta estacional no estado de São Paulo.

 

Os plantios estão localizados no bioma de Mata Atlântica em áreas de preservação permanente de cursos d’águas e reserva legal. Os ganhos ambientais ligados aos restauros estão relacionados à questão hídrica, conservação de solo e conectividade com benefícios para a biodiversidade.

 

Nos plantios foram registradas diversas espécies de animais ameaçados incluindo algumas espécies de aves migratórias, tendo o primeiro registro para o estado de São Paulo da caboclinho-de-papo-branco (Sporophila palustres). Em relação à questão hídrica foram restauradas as APPs de contribuintes diretos do Rio Tietê e Piracicaba, incluindo margens do reservatório de Barra Bonita.

Os restauros tiveram parcerias com ONGs como a TNC (The Nature Conservancy) e SOS Mata Atlântica e empresas como AES Tietê e Radar (Grupo Cosan). 

© 2016 Pacto pela Restauração da Mata Atlântica