Mulheres de ImPACTO - Tereza Cristina Sposito


“Sinto que conciliar casamento e a maternidade com o trabalho sempre é tarefa árdua para a mulher. Temos que buscar as nossas oportunidades e fazê-las acontecer conciliando todos estes aspectos, o que por vezes pode te fazer perder alguma chance.”.



Se você andar no “mato” com Tereza Cristina Sposito, verá que ela adora observar as árvores, tentando identificá-las pela morfologia botânica. Sim, usando todos aqueles termos: inserção da folha, nervura, e coisas do tipo. Se for para as bandas de Minas então ne se fala! Só não consigo saber se ela entende mais de plantas ou de música brasileira. E a prosa? Bom demais da conta.

Tereza é casada, tem uma filha e diz que gosta de conhecer pessoas novas e de se envolver com causas ambientais. “Sinto assim a oportunidade de colocar em prática o que aprendi, contribuindo com o embasamento técnico adquirido”.

Bióloga, com mestrado e doutorado em Biologia Vegetal conta que começou a participar de projetos de florística na Mata Atlântica. “Apaixonei-me pela floresta e aos poucos fui me envolvendo com temas ambientais por meio de atuação na defesa do meio ambiente. Desse envolvimento, apareceu a oportunidade para atuar no embasamento técnico das causas ambientais, por meio de assessoria técnica da Promotoria de Meio Ambiente de Minas Gerais.” Acrescenta que depois desta experiência, veio então à vontade em trabalhar com restauração florestal, pela importância e urgência do tema. Contudo, ela acredita que ainda tem muito a aprender e que está sempre aberta para as oportunidades que aparecem em seu caminho.

Atualmente trabalha no IBAM – Instituto Bem Ambiental, que tem uma atuação bastante forte na área de mudanças climáticas, e também em políticas públicas e restauração florestal, sendo também uma Unidade Regional do Pacto.


PACTO: Você encontrou alguma barreira ou oportunidade condicionada a gênero?


Tereza : Sinto que conciliar casamento e a maternidade com o trabalho sempre é tarefa árdua para a mulher. Temos que buscar as nossas oportunidades e fazê-las acontecer conciliando todos estes aspectos, o que por vezes pode te fazer perder alguma chance. Algumas vezes, notei preconceito com as ideias propostas, por ser mulher.


PACTO: Que características você destaca e que parceiros ou estratégias usou para chegar onde está?


Tereza: Acho que antes de tudo o compromisso com a conservação ambiental é a chave para conseguir as oportunidades. Se lutamos com empenho, começamos a ter reconhecimento, contribuindo para o surgimento das oportunidades.

A minha personalidade me fez buscar as oportunidades principalmente pelo envolvimento nas causas ambientais. Ao encontrar pessoas que pensavam como eu, pude exercer meu papel e ser reconhecida. Investir na formação profissional continuamente também é fundamental.


PACTO: Você acredita que exista igualdade de oportunidades para mulher e homens na área ambiental? Porque isso não se reflete em números?


Tereza: Embora as oportunidades sejam iguais, a presença de maior número de homens em cargos de liderança mostra que ainda estamos longe da igualdade. É preciso vencer o preconceito de gênero para que mais posições sejam ocupadas por mulheres.


PACTO: O que podemos fazer para mudar essa realidade?


Tereza: Conscientizar os envolvidos da necessidade de conhecer e discutir políticas de inclusão; difundir a compreensão das diferentes necessidades dos gêneros; mudança de postura em casa; buscar igualdade de gênero no número de pessoas contratadas; propor alternância de posições de liderança entre os gêneros; trabalhar oficinas e processos que envolvam criatividade, para favorecer o surgimento de novas ideias e insights nas agendas de restauração


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