Diversidade

A Mata Atlântica abriga mais de 20 mil espécies de plantas, incluindo raras palmeiras, orquídeas e bromélias, e é reconhecida como um dos locais de maior diversidade de árvores do mundo. No sul da Bahia, cientistas do Jardim Botânico de Nova York encontraram 458 espécies de árvores em apenas um hectare – número maior do que o encontrado em toda a faixa litorânea leste dos Estados Unidos. Além disso, a Mata Atlântica abriga 2.180 espécies de vertebrados – mamíferos, anfíbios, répteis, peixes e aves. Mais de 800 destas espécies são exclusivas da Mata Atlântica. Devido ao alto grau de ameaça imposto ao bioma, 60% das espécies ameaçadas de extinção do Brasil encontram-se na Mata Atlântica.

A diversidade dos vertebrados e o endemismo da floresta são incrivelmente altos. A Mata Atlântica possui 12 gêneros endêmicos, ou seja, espécies não ocorrem em outro local do mundo, incluindo dois gêneros de primatas ameaçados que simbolizam a região e são as chamadas “espécies-bandeira”. Tratam-se dos micos-leões, dos quais existem quatro espécies, e dos muriquis, com duas espécies. Esforços para a conservação dos micos-leões têm demonstrado a importância da cooperação entre universidades, zoológicos, ONGs nacionais e internacionais e o governo brasileiro, o que resultou não só na sua proteção como também na preservação de suas florestas. As ações para a conservação e pesquisa focalizadas nessas espécies resultaram em numerosas iniciativas de proteção ao habitat dos primatas, assim como o treinamento de muitos conservacionistas brasileiros.